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Nove duplas, uma viajem.....
21/07/2010
 
Caros amigos:

Prometi e cumprirei, vou relatar da melhor maneira a viajem de nove duplas em uma aventura incrível, rumo ao Sul Brasileiro de Pesca ao Robalo 2010.

Durante os dias que antecederam nossa ida muito se falou, em previsão do tempo, condições de pesca, a viajem e a expectativa de estar participando de uma semana de pesca com nossos amigos em um lugar pouco explorado por nossos associados.

Era uma segunda-feira dia 12 de julho, minhas coisas já estavam arrumadas e iria de carona até Torres com Claudio Rech e Josué Spadetto onde mais tarde encontraria meu parceiro Marco Lauck. Saímos de Caxias abaixo de muita chuva por volta das 7 hs da manhã e seguimos rumo ao litoral. Rebocando o barco "No Stress" duas horas e meia depois estávamos na fruteira do PELÉ e lá já a nossa espera o Marco.

Trocamos nossas bagagens para os carros respectivos e seguimos viajem rumo a Guaratuba - PR, até lá mais 500 km pela frente. Durante a viajem paramos para abastecer e almoçar em Laguna e logo depois seguimos viajem. Parada obrigatória no Posto Tio Hugo nas proximidades de Joinvile com sua arquitetura incomum e logo depois estávamos chegando em Garuva, faltavam apenas 40 km e nossa ansiedade não cabia mais em nossas naves (camionetes e seus barcos). Durante o trajeto, algumas fotos para registrar nossa jornada e nada mais. Finalmente em Guaratuba, Josué era um desespero atrás de gelo e quando conseguiu já providenciou a primeira cuba para comemorar nossa chegada. A noite muito papo de pesca e fomos dormir, o outro dia prometia.....

Seis horas da manhã, terça-feira e eu levanto, meu parceiro Marco difícil de acordar se enrolou um pouco, tomamos nosso café e sete e meia estávamos a caminho da marina, barcos organizados e partimos para a pesca. Logo na saída o barco Sr Lauck, sem bateria não pegava de jeito nenhum o que atrasou nossa partida. Depois de o barco funcionar partimos em direção ao Rio do Cedro um excelente ponto de pesca. Lá tivemos muitas capturas, eu capturei um Flexa de 200g e mais tarde um perto de Kg. Nesse momento observávamos dois golfinhos nadando ao nosso lado, momento único e inesquecível. Claudio também capturou um Peva com +- 1,5 Kg.

Saímos do Cedro e tomamos rumo ao Rio Descoberto, outra grande quantidade de capturas e meu parceiro Marco conseguiu quebrar uma vara, nisso Josué ria e meu parceiro triste só lamentava a quebra de seu conjunto preferido. O restante do dia ocorreu normalmente, mas com muitos peixes capturados. Na volta conhecemos a história que ilustrou o nosso HIT da Viajem ( nhoq, nhoq, nhoq, afundaram meu reboque), isso mesmo, na hora de tirar o barco da água nossos amigos da marina tiveram a capacidade de deixar o reboque escapar e foi ao fundo a mais ou menos 4 metros de profundidade. Quatro cenas não me saem da cabeça, Josué rindo sem parar quase tendo um enfarte, o Marco brigando com os caras para não sujar o barco, os arremessos com a âncora para tentar capturar o reboque e claro, o Gordinho que mergulhava 15cm e dizia: " é muito fundo!"

Depois de 30 minutos arrumamos as coisas, fomos para o Hotel e partimos rumo a Joinvile, onde nosso antigo diretor Social Cristiano e sua esposa nos aguardavam para jantarmos e conversarmos. No restaurante Mexicano a atração eram OS MARIATIS, e eu pedi uma das minhas músicas preferidas, MALAGUENHA SALEROSA. Depois do jantar, voltamos a Guaratuba onde mais duas embarcações nos esperavam para na quarta-feira pescarmos novamente.

Já eram seis da manhã novamente, Gilney e Rizzardo estavam em pé, Bisol e Alflênio levantaram logo em seguida, e o dia prometia.

Oito da manhã e todos os barcos na água, desta vez o barco que não pegava era o Papa Léguas II de Alflênio e Bisol, depois de muita manutenção conseguiram ir para a pesca. Eram perto das duas quando o barco Angler de Rizzardo e Gilney depois de pegar um baixio precisou ser rebocado, pois o a bomba da água entupiu. Prontamente Marco e Italo rebocaram o barco e depois de 30 minutos Gilney resolveu o problema com um líder de flúor e desentupiu o motor. Claro voltamos a pescar e lá pelas 4 da tarde voltamos a marina. Para nossa surpresa todas as duplas exceto Renan e Jéio se faziam presentes e ficamos sabendo ali que uma de nossas duplas não iria mais participar. Fabinho e Rudinei estavam fora da competição, o motor do barco havia explodido numa falha da revisão em Florianópolis e este juntou-se aos problemas de nossa equipe.

Fomos jantar no restaurante Tia Geni, combinamos a estratégia para o outro dia e fomos para o Hotel fazer a inauguração tradicional e colar os adesivos do nome do barco de Renan, o Aégis. Durante a noite conversamos de como estava as condições de pesca e principalmente de tempo que não eram das melhores e comprovou-se isso sendo que choveu de quinta a sábado ininterruptamente.

Sete horas da manhã todos acordados, rumo a marina, Iate Clube de Guaratuba, e conforme os barcos desciam a rampa a turma esperava pois iríamos pescar de dois em dois barcos. Como estávamos esperando nossa outra dupla Ataniel e Davis, decidimos fazer uma rodada e no trajeto as varas de Rudiney, que estava pescando conosco voaram do barco, 3 varas com 3 carretilhas. Como estavam amarradas e com as capas, não afundaram e rapidamente recuperamos todas. Nisso o Barco Aégis saiu riscando as águas e depois de 2 minutos de navegação, acreditem, FUNDIU O MOTOR zero.... Marco e Italo novamente rebocaram o barco e levamos até a marina. Nisso nos perdemos de Ataniel e Davis e eles no intuito de nos encontrar encontraram e conheceram todos baixios da baia, atolaram umas 2430 vezes.

Com muita chuva, perto das 4 da tarde decidimos tirar o barco da água e no trajeto entre o Rio do Cedro e o das Garças ficamos sem combustível, telefonamos para o Alfeu e ele com Fred e seu San Martin II vieram nos resgatar, depois de nos rebocar e ir atrás de gasolina, os dispensamos e nosso barco não pegava mais. Quando conseguimos falar com o Alfeu novamente ele já havia tirado o barco da água, colocou o San Martin de volta e veio nos resgatar. Eram 7 da noite quando chegamos a marina, escuro, molhados, com frio e sem ninguém para ajudar. Tiramos nós mesmos os barcos da água e fomos para o Hotel. Lá, uma sauna e uma jacuzi com os amigos recuperaram nossas energias para na sexta irmos pescar.

Sexta-feira pela manhã, saímos para conhecer um projeto de reprodução em cativeiro de robalos, partimos em uma turma conhecer o CPPOM, da PUC, e lá fomos atendidos e guiados pelos biólogos onde falaram coisas bem interessantes sobre os peixes. Uma das coisas que mais chamou atenção foi que um peva demora cerca de 3 anos para atingir 1,5 a 2kg e um flexa para chegar aos 15 kg ultrapassa os 20 anos. Depois de nossa visita onde demos adesivos e bonés fomos arrumar nossas coisas para pescar a tarde. Antes comemos no restaurante do Iate Clube uma bela Alcatra.

Saímos para pescar e todos pescando junto, todos os barcos, todos da AGAPIA, pescando lado a lado e nos divertindo. Mas não sei se perceberam, este dia não deu problemas nos barcos, errado, doce ilusão. Na saída San Martin II estava sem bateria e na volta o barco do Cláudio, o No Stress, não pegava. Lógico que os problemas foram resolvidos e no outro dia seria o grande campeonato, 122 barcos voando atrás dos Robalos na Baia de Guaratuba e Caiobá.

Sábado, cinco e meia da manhã, coração na boca, adrenalina a mil e meu parceiro adivinhem, nada de acordar. Fomos todos para a marina, cada um com sua estratégia e mesmo eu brigando com meu parceiro por estarmos atrasados, conseguimos colocar o barco na água e fazer a inspeção de viveiro antes do Hino Nacional. Depois do Hino um, dentre 244 pescadores cantava o Hino Rio Grandense, este só poderia ser eu.

Dada a largada saímos em direção a Caiobá e lá começamos a pescar, não demora muito e de longe vem um barco diferente de todos, surgindo no meio de 50 barcos aproximadamente aparece um barco, sim eram eles Renan e Jéio que alugaram o barco do Coronel do Iate Clube e vinham com o toldo aberto e com um para brisa de plástico, não teve como não rir da dupla, pois ambos pescavam com o toldinho aberto, mas estavam na proa e na chuva. Depois de fecharmos a cota partimos para o Rio do Cedro, lá tive a sensação de estar com um peixe enorme, brigou um monte e quando chegou na beirada era um peixe redondo, parecido com uma tilápia pego pelas costas. A esperança tinha se ido. Voltamos para a rodada e quase no fim da prova Marco perdeu um peixe próximo a 1,5 kg que saltou e foi embora. Não restava mais nada a não ser pesar e ver no que dava.

Com apenas 2,4Kg em 7 peixes apresentados ficamos em 41° lugar, mas tivemos destaques. Paulo Lovato e Jeferson Rizon conquistaram o 16° e se não tivessem pesado os peixes logo no início poderiam tranquilamente ter ficado entre os 10, pois largaram 3 peixes de 500g. Em 36° lugar a dupla Claudio e Josué, em 37° lugar Rizzardo e Gilney, em 50° lugar Renan e Jéio, em 58° lugar Bisol e Alflênio, em 69° lugar Ataniel e Davis e em 85° lugar Alfeu e Fred.

Com todo o azar que aconteceu achávamos que ao menos ganharíamos um prêmio bom na noite, mas acreditem nenhum número de nossos associados foi sorteado e fomos embora com uma mão na frente e outra atrás, mas com um orgulho enorme de termos representado a nossa AGAPIA, o nosso Estado e principalmente defendermos o nosso esporte.

Seis horas da manhã, hora de partir de Guaratuba, a cena mais linda e comovente da viajem Oito duplas, sete barcos, voltando para casa em comboio, com a bandeira da AGAPIA em punho, por onde passávamos despertávamos a atenção, alguns Km para frente Nicolas e Tomé se juntam ao comboio formando um grupo de pescadores unidos, amigos e companheiros. Em Curumim me despeço de Marco ele segue para Parobé, pego carona com quem nos socorreu em meio ao desespero, volto para casa com Alfeu e Fred, chego em casa e minha sobrinha vem me abraçar, me dou conta que a aventura de Guaratuba 2010 havia chegado ao fim.


Italo Franzoi, Presidente da AGAPIA



 
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